Uma Estória Inspiradora


Uma Estória Inspiradora de Alexandre o Grande e Suas Últimas Palavras


Há um incidente muito instrutivo envolvendo a vida de Alexandre, o Grande Rei da Macedônia. Alexandre, depois de conquistar muitos reinos, estava voltando para casa. No caminho, ele adoeceu e isto o levou para o leito de morte. Cara a cara com a morte, Alexandre percebeu que suas conquistas, seu grande exército, sua espada afiada e toda sua riqueza não lhe tinham nenhum valor.
 
Agora, ansiava chegar em casa para ver o rosto de sua mãe e lhe dar seu último adeus. Mas, ele tinha que aceitar o fato de que seu debilitado estado de saúde não lhe permitiria alcançar sua pátria distante. Assim, o poderoso conquistador estava prostrado e pálido, impotente, esperando por seu último suspiro. Ele chamou seus generais e disse:

 – "Eu vou me afastar deste mundo em breve, tenho três desejos, por favor, cumpram-nos sem falha."

Com lágrimas escorrendo por suas faces, os generais concordaram em cumprir os últimos desejos do rei.

 – "Meu primeiro desejo é que",  – disse Alexander,

 – "Meus médicos, sozinhos, devem levar meu caixão."

Depois de uma pausa, ele continuou:

 – "Em segundo lugar, eu desejo que quando meu caixão seja levado para o túmulo, pelo caminho que conduz ao cemitério seja espalhado ouro, prata e pedras preciosas que eu tenho guardados em meu tesouro."

O rei se sentiu exausto depois de dizer isso. Ele descansou um minuto e continuou,

 – "Meu terceiro e último desejo é que minhas mãos sejam mantidas penduradas fora do meu caixão."

As pessoas lá reunidas se perguntavam sobre os estranhos desejos do rei. Mas ninguém se atrevia a formular a pergunta com seus lábios.

O general favorito de Alexandre beijou sua mão e pressionou-a contra seu coração e disse,

 – "Ó rei, nós lhe asseguramos que todos os seus desejos serão cumpridos. Mas diga-nos qual a razão desses desejos estranhos? "

Alexandre respirou fundo e disse,

 – "Gostaria que o mundo soubesse das três lições que acabo de aprender. Quero que meus médicos carregem meu caixão porque as pessoas devem perceber que nenhum médico pode realmente curar qualquer corpo. Eles são impotentes e não podem salvar uma pessoa das garras da morte. Portanto, não deixe que as pessoas tomem a vida como garantida."

 – "O segundo desejo de espalhar ouro, prata e outras riquezas no caminho para o cemitério é dizer às pessoas que nem uma fração de ouro virá comigo. Passei toda a minha vida ganhando riquezas, mas não posso levar nada comigo. Permita que as pessoas percebam que é uma pura perda de tempo perseguir a riqueza."

 – "E sobre meu terceiro desejo de ter minhas mãos penduradas fora do caixão, desejo que as pessoas saibam que eu vim de mãos vazias para este mundo e de mãos vazias eu saio deste mundo."

As últimas palavras de Alexandre:

 – "Enterrem meu corpo, não construam nenhum monumento, mantenham minhas mãos lá fora para que o mundo saiba que a pessoa que ganhou o mundo não tinha nada em suas mãos ao morrer."

Com estas palavras, o rei fechou os olhos. Logo, deu seu último suspiro e deixou a morte conquistá-lo.